28 julho 2016

Sorria.


Sorrir pra vida mesmo quando a vontade só for chorar,
Agradecer ao invés de só pedir.
Silenciar ao invés de maldizer.
Viver como se não houvesse amanhã.
Amar como se fosse a primeira vez.
Se jogar de cabeça e viver como se a vida fosse um mar.
A receita ta aí, segue quem quiser, puder,  e deseja para si,  os bons sentimentos que joga ao vento,  afinal de contas, nunca se sabe quando eles mudarão de direção.

Jeessy Batista

25 julho 2016

Do dia do escritor.


Sobre o dia dos moços e moças de cabelos brancos.



Não tenho muitas lembranças suas.
Não lembro das tuas mãos.
Do timbre da tua voz.
Não me lembro de como me chamava, lembro menos ainda do sabor do teu bolo de fubá.
Eu me esforço, tendo me fazer lembrar,  mas é infelizmente meus esforços são nulos.
De uma coisa eu me lembro.
Do "Tem não" que eu sempre lhe dizia ao correr para o fogão lhe pedindo carne vó.
A senhora sabia das minhas vontades,  outra lembrança que tenho foi do dia, ou melhor, da madrugada que a senhora passou em claro tirando seus enfeites da estante para me entreter, lembro também que naquela madrugada lhe tirei o juízo quando brincando, ate que prendi o alicate no meu umbigo.
Ah, me lembro também do lenço que usava nos cabelos,  e do teu jeito peculiar de comer sem talheres.
É,  pensando bem ainda existem boas lembranças,  mas sinceramente,  são poucas vó, queria ter mais delas, queria ter tido mais teu colo, queria ter passado as férias de julho na tua casa, queria mais ainda, sentir teu abraço.
São tantas coisas que eu queria me lembrar,  mais não me lembro.
A mãe,  me conta muitas histórias da senhora e do vô que infelizmente também não conheci.
Peço a Deus que cuide de vocês,  sofreram tanto,  peço também que olhe por nós que vivemos no caos deste mundão perdido.
Espero que estejam em um lugar melhor que o nosso, que estejam acima de tudo felizes.
Eu tenho uma mágoa grande,  uma ferida que não sara,  porque mesmo sendo feliz, mesmo seguindo,  sempre vai faltar alguém, sempre faltará um cafune, uma palavra de fé, ou um pouco de proteção.
É vó acho que aprendi a ter fé com a senhora, mesmo tendo partido tão cedo.
Dá saudades demais viu?!
Espero que os jovens de hoje, saibam dar valor ao amor que recebem, seja do jeito que for. Pois a vida, mesmo sendo bonita,  infelizmente tem fim.

Jeessy Batista

23 julho 2016

Sobre a vida escrita.



Embora eu escreva minha história a caneta,  não posso fazer de conta que existam páginas do meu livro chamado vida,  que foram escritos a lápis.
É a lápis,  porque não?
Sou humana, erro.
E sou adulta o suficiente para admitir isso, e mais, apago sim as palavras, as frases,  estrofes, páginas e até capítulos que eu quiser.
A vida é minha, e senhor ninguém tem direito de me dizer o que e certo ou errado,  exceto se sua vida for um exemplo.
Apaguei,  e apago qualquer acontecimento que for necessário para que eu consiga recomeçar,  isso não é um erro, nem acerto, é só o meu jeito de caminhar, não deixei de aprender com nada, pelo contrário,  só não preciso guardar dores e rancores passados.
Isso é antiquado demais para alguém como eu.
Sou livre, do vento, solta e quero ser leve, principalmente se for de pesos desnecessários.
Meus desejos são insanos, tenho sede de viver o hoje, esquecer o ontem, almejando o amanhã.
Faz um bem danado de bom isso.
Tente você também.
Apague uma página.
Se estiver a caneta, rabisque,  rasgue,  queime se preciso for.
O importante é se livrar e se aliviar de tudo aquilo que um dia lhe foi dor.

Jeessy Batista

21 julho 2016



Não é que eu não tenha meiguice aqui dentro Zé, eu tenho, e muita. Mas as pessoas têm o incrível dom de me ferir, e querem receber em troca uma rosa, de preferência sem espinhos, aí não dá né.
Nunca fui rude com quem veio de bom coração, com a alma em paz, limpa, sem as "feiuras" e "ruindades" do mundo lá fora.

Minha vida Zé é como aquelas casas você entra e deixa os sapatos na porta. 
Tem as portas abertas pra tudo de bom que vier pra ficar, somar, multiplicar. Mas ao longo dos anos, eu aprendi a deixar do lado de fora como os sapatos sujos, tudo o que for ruim.

A meiguice, o amor, o encanto, a fé, as palavras bonitas, as belas declarações, os bons acontecimentos, e uma infinidade de outros sentimentos e sensações indescritíveis, eu escondo Zé, como a mãe protege o primeiro dentinho de leite do filho que cai, eu, protejo como o maior tesouro quem merece tudo de bonito que eu tenho pra transbordar.

Cartas para o Zé. - Por Jeessy Batista