21 julho 2016



Não é que eu não tenha meiguice aqui dentro Zé, eu tenho, e muita. Mas as pessoas têm o incrível dom de me ferir, e querem receber em troca uma rosa, de preferência sem espinhos, aí não dá né.
Nunca fui rude com quem veio de bom coração, com a alma em paz, limpa, sem as "feiuras" e "ruindades" do mundo lá fora.

Minha vida Zé é como aquelas casas você entra e deixa os sapatos na porta. 
Tem as portas abertas pra tudo de bom que vier pra ficar, somar, multiplicar. Mas ao longo dos anos, eu aprendi a deixar do lado de fora como os sapatos sujos, tudo o que for ruim.

A meiguice, o amor, o encanto, a fé, as palavras bonitas, as belas declarações, os bons acontecimentos, e uma infinidade de outros sentimentos e sensações indescritíveis, eu escondo Zé, como a mãe protege o primeiro dentinho de leite do filho que cai, eu, protejo como o maior tesouro quem merece tudo de bonito que eu tenho pra transbordar.

Cartas para o Zé. - Por Jeessy Batista