23 agosto 2016

Te atirei amor.


Existem na vida, sentimentos muito cruéis, talvez a injustiça seja o maior deles.
E eu sempre pensei que nenhuma palavra seria maior ou mais forte que "amor". 
Sempre entendi o amar, como algo sublime, de total entrega. Talvez por isso, sempre tenha me doado, me entregando tanto ao amor que eu senti por você.

Pena que a palavra reciprocidade não existe no seu dicionário, e esse sentimento é extinto em seu coração.
Eu tentei, tentei de tudo. Todas as manobras possíveis e imagináveis para  p l a n t a r  em ti, o que faltava em nós. Reguei, adubei, de nada adiantou. 

Li uma vez que cada um colhe o que planta, mas contigo aprendi que isso não é regra.
Aprendi que o amor, pode ser egoísta, pode nos alimentar ou nos corroer.
Com você, eu aprendi a dor do amar. 
Você me deu minhas maiores alegrias e minhas maiores tristezas...
Mas sabe o que eu aprendi também?
Nada é para sempre, nem a dor, nem o amor.

Te atirei amor, e recebi em troca, nada.
Eu sempre fui intensa demais, sempre fui amante do fogo, da chuva, dos ventos, e de tudo o que me toma com o intuito de me acrescentar. E uma das experiências que vou levar na carteira, junto ao meu trevo-de-quatro-folhas, é que nada, pode ser coisas demais, e o seu nada que eu recebi ao invés do amor, do respeito, da cumplicidade, da amizade, é, e sempre será uma das plantas que eu vou arrancar com minhas próprias mãos, do jardim que eu chamo de vida.

Te atirei amor.
Em ti fui flor, mesmo recebendo como moeda de troca, seus espinhos e dor.

Jeessy B. & Silvânia Alves .