17 setembro 2016

O in(finito) acabou.


Nem adianta insistir.
Passado aqui, na minha vida,  só se faz presente se eu quiser. E isso também vale para os que estão ao meu redor, como dizem que gosta de passado é museu.

Não tem essa de sair e largar a porta entreaberta pra voltar quando bem entender, minha vida não é bagunça,  e eu tenho um real presente para viver, olhar para trás não está nos meus planos nos últimos anos.
Muito menos deixar misérias de frestas abertas esperando que alguém volte e me salve.

Isso eu já fiz, sozinha,  por mim mesma.
Ninguém vale tanto a pena quanto eu.
Ninguém vai um dia me amar mais que eu mesma.
Por isso, bata a porta quando sair.
Amarre um ramo de folhas nos calcanhares que é pra não deixar rastro, esqueça o caminho de volta, e suma, se sentir vontade de regressar , lembre-se de tudo o que um dia não te permitiu ficar.

Lembre-se dos meus defeitos mais medonhos.
Qualidades só valem a pena serem lembradas quando estávamos lado-a-lado.
Tudo se tornou descartável demais para ser lembrado.
Tenho um mundo cheio de cores e amores para desbravar,  e não tenha dúvida alguma, que vou mergulhar de cabeça em tudo de bom que os próximos dias, meses e anos puderem me oferecer.

Não me procure, não vale a pena, já conheço tudo isso aí, de cabo-a-rabo, quero o sabor e o cheiro do novo.
Vivemos bons dias de comodismo lado-a-lado, mas passou, chegou a hora de viver realmente.
Saia, não olhe para trás, pois eu não estarei mais lá.

Acabou,  o mundo girou,  o que era novo envelheceu tanto,  que morreu.
Não me ligue, estarei ocupada demais para atender.
Não escreva, a grande verdade é que eu quero que se dane você.

O in(finito) acabou.

Jeessy B.