14 setembro 2016

Oyá...



Oyá minha rainha.
Minha vida.
Meu Orisá
Que me protege nos caminhos e nunca me deixa sozinha caminhar.
Ela é brisa leve que toca o meu rosto nos dias bons.
O vendável que me balança os cabelos nos dias ruins, para o mal afastar de mim.
Tenho o maior orgulho do mundo de ter nascido filha de Oyá.
Ainda no ventre de minha mãe,  eu fui escolhida.
Sou filha dos ventos que refrescam os dias de calor.
Sou filha da borboleta que me alegra a voar no nono andar.
Sou filha do raio,  que clareia os céus sem brilho nos dias chuvosos.
E do fogo dividido com Sàngó, o rei da minha vida.
A felicidade em ver minha mãe dançar,  não cabe no peito, nos olhos, menos ainda no sorriso.
Uma criança no ápice de sua alegria chora,  e eu,  choro quando vejo Oyá.
Acordar em uma quarta sem expectativas,  abrir as janelas,  e ver o céu rosado de Oyá é sentir que a vida tem sentido,  que tudo vale a pena, que eu não carrego essa fé toda por carregar.
Sou,  e sempre serei filha de Oyá,  isso nada, nem ninguém pode mudar.

Jeessy B.