23 outubro 2016

Te chamava de meu lar.

As vezes penso que pode ser castigo. 
Depois de tantos anos. 
Tudo o que passamos. 
Te olho de longe,  e me arrepio como da primeira vez. 

Sabe,  aquele arrepio que estremece o corpo e a alma responde? Pois é. 
Quando chego perto,  nossos olhos namoram como se não fosse a primeira vez,  como se tudo já estivesse sido escrito em outras vidas.

As vezes,  duvido que elas existam. 
Mas quando paro pra pensar em nós. 
Na nossa história, que mesmo com páginas arrancadas,  muitas palavras rabiscadas, é im(perfeita) do nosso jeito.
Defeitos,  temos aos montes,  você sempre bagunça a cozinha para fazer o jantar,  e eu,  amo estar ao seu lado pra arrumar teu caos. 

Parece loucura,  eu reconheço, ninguém entende,  mas quem disse que amor foi feito pra entender,  quero viver,  sentir milhares e milhares de vezes todas as boas sensações que tua alma causa a minha.

Se existiu vida passada. 
Você,  era quem eu chamava de meu lar.

Jeessy B.


22 outubro 2016

Promete vir comigo?

Amor,
Promete vir comigo? 

Eu já estou cansada de me sentir sozinha. 
De olhar pro lado na cama, e não ver ninguém,  não sentir braços me envolvendo e me aquecendo em meio a madrugada. 
Amor,  não te prometo a eternidade. 
Mas serei na tua vida,  a presença,  a compreensão,  o respeito, a gratidão, a amizade,  a cumplicidade,  o amor e a paixão,  que nenhuma outra mulher que passou pela sua vida foi.

Não te prometo só dias ensolarados, mas prometo estar do seu lado até nos dias nublados. 
Um dia em casa, de pés dados debaixo das cobertas, colchão na sala, filmes, silêncio, risadas, amor.
Pode parecer pouco o que eu tenho a oferecer.  Não há nada tão palpável,  nem rico financeiramente,  mas meu bem, faz toda a diferença,  eu garanto. 

Já estive do outro lado,  tendo quem andar de mãos dadas nos dias bons,  mas quando a escuridão chegava,  eu estava só,  olhava pro lado,  e não havia ninguém.
Por esse,  e tantos outros motivos,  quero,  e serei o que lhe falta.  
Estou disposta a te mostrar que o amor,  é diferente de tudo aquilo o que sentiu um dia.

Agora vem. 
Me deixa ser luz na tua vida de escuridão?

Jeessy B.

Prefiro as entrelinhas.

Tenho pena de quem tem a alma pequena. 
Tão miúda, que pensa ser sábio o suficiente para tentar distribuir lições de moral,  que na verdade,  não lhe cabem na própria vida.

Eu, não sou perfeita, e não me orgulho de muitas coisas que fiz. Mas sou mulher,  e bato no peito pra dizer que existem muitas exceções. 
Existem coisas não tão bonitas que fiz,  caminhos não tão floridos que escolhi,  mas que me fizeram aprender,  o suficiente para chegar aqui,  olhar para o lado,  e ter a certeza de que ao meu lado,  está,  quem eu escolhi. 
Quem esteve comigo no bom e no ruim.

Dos dias de churrasco e cerveja na laje,  e também nos dias de pão com ovo (Que por sinal eu adoro).
Isso é lindo. 
Não pelo hoje. 
Mas pelo ontem.
Existem tantas pessoas que tentam fazer os outros engolir suas inverdades por aí. 
Que quando se encontra alguém, que prefere o silêncio do sentir,  o silêncio da felicidade que grita mais que qualquer voz, o silêncio do amor que faz o corpo estremecer e as palavras faltar.

Que percebemos que-a-verdade,  não existe para aquele que sobe no palco da vida, e grita coisas absurdas,  que todos sabem que nunca existiu, nem existirá,  pela simples vontade de "parecer" algo que nunca será.
Embora o grito seja a melhor forma de aparecer,  eu prefiro o silêncio,  as letras miúdas das entrelinhas que os tolos têm preguiça de ler.

Jeessy B.


21 outubro 2016

Barco a deriva.

Eu sou imperfeita,  todos somos, mas as vezes,  penso que sou uma pitada grande demais. 
Lá fora,  convivo com gente como eu, e as vezes,  que erram até mais, mas que são de certa forma reconhecidas. 
Já eu, sou apontada. 
E até comparada. 
Não sou como os outros. 
Não nasci para me espelhar em alguém. 
Sou o que nasci para ser.
Claro que com muitas adaptações feitas pelo caminho,  muitos remendos, muita cola, e esparadrapo.
Mas por mais que eu mude.
Me molde ao modo que os outros gostariam de me ver.
E deixe de ser, o que eu mesma gostaria. 
Olho pro lado,  e não vejo o amor das pessoas,  o reconhecimento,  a admiração de quem mais me importa,  não existe. 
Sou um nada.
Vagando. 
Como um barco a deriva sem capitão. 
Sem rumo,
Sem mar.
Sem chão. 
Buscando na imensidão,  alguem que ouse Re(conhecer) seu coração. 

Jeessy B.

Mi-Mi-Mi.


Detesto fofoca. 
Mi-mi-mi,  nunca foi meu forte.
Falo do que sei, e só sei da minha vida. 
E pra falar a verdade,  as vezes,  nem dela dou conta. Falta tempo,  um dia é pouco pra todas as obrigações,  tanto trabalho,  família,  amor,  eu. 
Tem dias que me pego indo trabalhar com as unhas por fazer,  tenho tempo pra todos,  que falta tempo pra mim.
Pra me dar uma boa olhada no espelho,  e enxergar o que mudei.
Outro dia, vendo fotos antigas,  não me reconheci,  não pela fisionomia em si,  mas pelo tempo,  por tudo que vivi depois daquelas fotos. 

Me vi ali, me analisando,  o que poderia fazer e não fiz,  o que fiz e poderia ter deixado de fazer,  é mais,  o que poderia ter feito melhor ou pior.
Mas enfim.

Fiquei sabendo,  que mais alguém me apontou,  e assumiu não gostar de mim. É para rir. 
As pessoas me amam quando lhe convém. 
Quando querem algo,  eu sou um amor aos teus olhos. 
Se "chegam",  e fingem ser meus amigos de infância. 
Pena que não nasci ontem,  enxergo os maus olhos, e as más intenções,  de longe. 
Por esse fato,  também já fui julgada. 

Já me disseram que eu não gosto de ninguém. 
E pensando bem, isso é uma meia verdade. 
Eu não gosto de (quase) ninguém. 
Principalmente de gente que me olha nos olhos,  sorri, enquanto por dentro busca um jeito de me fazer cair.
Sinto,  sinto mas falta muito para isso acontecer. 
Sou de verdade,  me encare e enxergue a verdade como ela é. 
Só não venha me dizer, que não gosta de mim, porque eu " Sou cheia de querer ser". 
Porque o que eu gostaria de ser, já sou,  e francamente,  convenhamos que no fundo,  eu sou,  aquilo que você sonha ser meu amor.

Jeessy B.


19 outubro 2016

Meu amor Zé .

A angustia me toma o peito.
A razão não esta mais em mim.
O bom senso saiu para dar uma volta.
A paciência, foi junto e bateu a porta.
Não sou mais eu aqui Zé, o ódio, a raiva, a vontade de sumir, gritar, ofender, se possível bater, me tomou inteira. Dos cabelos aos dedos dos pés, eu sou ira.

A m o r   também é ódio Zé, ressentimento, tristeza, mágoa, vontade de jogar tudo pro alto, pra ver, se alguém sente falta, se o coração vai chorar, e a solidão, vai fazer lembrar.
A m o r   dói, corta, fere, mesmo sem que seja visto aos olhos nus.

Eu tentei escrever antes, mas o turbilhão de sensações, e sentimentos que levo comigo, me impediram, tiraram minha voz, me travaram os dedos, é difícil se mostrar culpado diante de tantos muros altos.
É Zé, muros construídos parar barrar as batidas, e a vontade de um coração, vez-ou-outra eu escuto ele gritar, mas o orgulho, te deixa mudo, vazio, mesmo transbordando coisas boas.

Eu me esforço pra por abaixo essas construções que nos impedem de sentir, de viver. Os anos passam, mas eu não desisto.

Eu amo Zé, mas eu amo tanto, daqueles amores de novela, filme, romance de livro, que daria a vida por tudo isso, que tiraria o próprio sangue pra salvar, e doaria a pele pra proteger.
Os dias vazios passam, esse eco faz barulho demais nego, me faz molhar o travesseiro quando tento dormir, mas eu rezo, rezo por dias melhores, de coração calmo, pleno, tranquilo, amado, pelo meu amor.
Quando ele me liga, é engraçado Zé, eu tento me conter, não demonstrar emoção, mas aqui dentro, tudo bate forte, parece uma bateria de escola de samba.
Ele me ama, do seu jeito torto, desajeitado, sem sintonia, como passos descompassados, como uma criança quando aprende a andar.
Em seus planos, meu nome ganhou o papel principal.

Eu des-fiz, e re-fiz meus planos milhares de vezes, me imaginei sozinha, mas me senti como alguém que chega após um dia de trabalho, cheia de novidades, coisas boas, mas não tem pra quem contar.
Nessa imaginação a sala estava vazia,  sobrava espaço no guarda-roupas, não tinha toalha molhada na cama, roupas no sofá, não tinha risadas misturadas, conversas, sabores, nem o cheiro do feijão fresco pairando no ar.
Não tinha eu, pois se você não estivesse na minha vida, ela teria perdido o sentido.
Não tinha você.
Não tinha nós.
O ódio passou, a raiva sumiu, o sangue esfriou. Porque  a m o r  , é um misto de tudo, isso inclui imperfeições e erros.
A m o r  também é deifeito.
Se os sentimentos ruins predominam, os bons saem para passear, no nosso caso Zé, é o contrario. Em meio ao inferno dos ruins, o  a m o r  predomina, se sobressai, completa, transborda. Faz ficar, não por obrigação, mas por vontade, pois os motivos e para ir existem, mas os que pedem pra ficar, são maiores ainda.

Meu amor Zé. - Por Jeessy B.



05 outubro 2016

Volta amanhã Zé?



Zé,  obrigada por caminhar mais um dia de pensamentos dados e vontades recíprocas ao meu lado.

Me pego pensando as vezes,  que mesmo sendo imperfeita,  e sem muito nos bolsos e nas mãos,  eu tenho tanto.
Amor, carinho, felicidade, reciprocidade, legalidade, prosperidade, proteção, e sucesso num mundo que é só meu. Ainda falta um punhado de coisas, mas por ser grata a vida, não posso me queixar. 
Porque bom meu nego,  é olhar pro lado e saber que não se está só. 

Você,  é um dos únicos que me lê,  sabe o significado de cada sentimento, cada lágrima e cada sorriso que eu faço brotar,  as vezes,  mesmo querendo chorar. 

Obrigada por me acompanhar mais um dia, volta amanhã Zé?

Jeessy B.


04 outubro 2016

Feliz dia das amigas (Animais).

Hoje é um dia especial para todas as vacas, nada-sagradas que um dia tentaram pastar no meu quintal.
Para todas as cobras que tentaram me picar, não-sabendo-que-o-meu-veneno-sempre-foi-letal.
Para todas as antas que vivem especulando minhas intimidades, sem entender,  que o melhor eu vivo sem dizer.
Para todas as piranhas que nadam e nadam tentando me alcançar,  mas coitadas, eu já estou de longe, tomando um bom drink, observando.
Também para as cadelas , que ladram mas não sabem morder.
Para as burras, que de tão pouco intelecto que possuem,  se acham auto-suficientes para tentar derrubar ou humilhar alguém, coitadas.
E por último e não menos importante, para as galinhas,  o que dizer de um ser com o cérebro do tamanho do milho que ciscam.

Feliz dia dos animais para todas elas, e para as agregadas figurantes também. 

Jeessy B.