31 dezembro 2016

Amanhã.


Amanhã é só um novo dia.
Cheio de oportunidades como o hoje.
O que tem que mudar não é o ano,  e sim as pessoas, que pedem, mas não querem arregaçar as mangas para lutar por seus objetivos.
Gente hipócrita que por fraqueza e falta de vontade culpa o ano por sua incompetência.
Seja coerente,  olhe para dentro de si,  veja suas atividades,  e julgue a si mesmo.
Será que os teus pedidos merecem ser atendidos enquanto você fica sentado no sofá, como quem espera uma pizza?

Jeessy B.

13 dezembro 2016

Desatei os nós.


Desatei os nós.
Tanto os bons quando os ruins.
Quem quiser ficar,  ficará por si,  porque quer, porque sabe que mesmo não sendo a melhor pessoa do mundo,  mesmo querendo fugir,  os motivos para ficar são mais fortes.

Não sei o que aconteceu comigo.
Sou a mesma. Mas sem o peso.
Por mais que eu soubesse que era desnecessário,  eu carreguei por muitos anos,  sofri,  cai,  chorei,  passei noites como um cachorro sem dono. Mas olhando pra mim, foi necessário sim, eu cresci, mesmo sem ter aumentado um centímetro sequer,  me sinto uma gigante.

Me sinto leve sem ter emagrecido.
É sempre bom se desfazer do que não lhe faz bem,  principalmente das mágoas que carregamos ao longo da vida.
Não, não deixei de ter vergonha na cara,  não dei a cara a tapa novamente,  só estou sendo a diferença que eu gostaria de ver no mundo,  relevando,  esquecendo,  contando até dez ou mil se precisar.

Não pense que é espírito de natal,  é espírito de alguém que também já errou muito, e hoje só busca o bem,  sem olhar a quem.

 Jeessy B.

11 dezembro 2016

Me dá um cigarro?

Me dá um cigarro?
Estou rezando pra que a fumaça me leve para longe daqui.
Longe de mim, dos meus medos dos meus passos descompassados, e até dos meus sonhos absurdos.
Hoje é um dia daqueles em que eu precisava de um colo para re(pousar), pra descansar, sem pensar no ontem, no hoje, no amanhã. Descanar sem receio do que pode me atacar, me ferir, me machucar.

O mundo é lindo, mas o seu lado feio, é cruel, não tem limites. Lá fora não tem essa de me ferrei hoje mas amanhã vou para o fim da fila e serei recompensado.
Quem não se destaca é engolido pelo esquecimento em todos os aspectos.

Me dá uma dose de qualquer coisa?
É qualquer bebida forte e barata que me Alegre momentaneamente, e me faça esquecer de tudo o que eu gostaria de deixar para trás. Amanhã, mesmo com dor de cabeça e sentindo todos os sintomas da ressaca, é outro dia.
Tenho caminhado um passo de cada vez, nem rápido, nem lento, na medida para que os bons ventos me alcancem. Invadam minha casa pelas portas, janelas e frestas e façam dela o teu lar.

Meus móveis estão espalhados por todo lado, o quintal é um caos, eu preciso de ajuda para arrasta-los. Preciso de alguém que me dê uma dose de adrenalina, e me sacuda a vida. Alguém que venha para ficar em meio a bagunça que eu chamo de vida.
Alguém para me salvar.

Jeessy B.

05 dezembro 2016

Oyá.

Sou a brisa leve que toca seu rosto.
Sou a tempestade que lava a tua alma.
Sou o raio que ilumina o céu nos dias chuvosos. 
Sou vida.
Sou viva.
Sou intensidade.
Sou verdade. 
Sou felicidade que bate em teu peito. 
Sou emoção que escorre em teu rosto. 
Sou o amor que te faz arrepiar.
Sou a borboleta que voa à encantar. 
Sou o búfalo que te protege e luta por você.
Sou luz onde só há escuridão. 
Sou rosa com espinhos, que perfuma, mas também fere.
Sou mais do que as palavras podem definir.
Sou a fé que te move todos os dias, que te faz levantar, rezar,  vestir sua roupa de guerra e ir batalhar.
Sou você, estou com você. 
Sou quem  te pega no colo pra te acarinhar,  e acalmar esse seu coração que parece um turbilhão de emoção. 
Sou sua mãe. 
Sou Oyá. 

Do amor maior que eu. - Jeessy B.

03 dezembro 2016

Sobre arrependimentos.

Arrependimentos? Tenho sim.
De ter confiado em quem não merecia, de ter dado segundas chances a quem não deveria ter tido nem a primeira, de ter ido dormir com raiva de quem eu amo por uma briga sem motivo, de ter descontado minha fúria em quem não tinha nada a ver com meus problemas, de não ter chutado o balde quando foi necessário, de não ter metido a mão na cara de algumas pessoas por ser pequena, e saber que não daria certo. De não ter aproveitado um pouco mais minha infância.

De não ter tomado a doze de ca-fé que sobrou na xícara. De não ter me perdido pra me encontrar, de não ter me jogado pra encarar, ou se simplesmente ter ficado um domingo em casa de bobeira no sofá.
E o principal, e mais importante, de não ter dito um "eu te amo", ou um " ei, você é tudo pra mim". E também, de não ter abraçado pela ultima vez alguém que já se foi.

Arrependimentos todos temos, seja ele de algo grande, ou pequeno, cabe a nós sermos humildes o suficiente para admitir isso. E eu, não me orgulho de nenhum desses arrependimentos, mas sou humana, e in(felizmente), é errando que vou aprender.

Jeessy B.

02 dezembro 2016

Meus espinhos.


Antes de exaltar sua voz para condenar minhas atitudes, verifique se seu caminho esta limpo, sem rastros, restos, passos, sem marcas ou amarras obscuras. Eu, sou do tipo de pessoa que adora a todos, até que me provem que não merecem ser adorados, claro que a minha intuição e meu instinto feminino abre exceções, tem asco, raiva, ódio, vergonha, e até a simples vontade de manter distância.

Não sou cem por cento perfeita, aliás defeitos é o que não me faltam por aqui, sou cabeça dura, chata, teimosa, cheia de manias. Por isso, não  condeno e dentro dos meus princípios, não julgo, nem aponto.

Por isso não tenha a ousadia de me condenar estando errado. Sentar no rabo para falar dos outros é fácil, difícil mesmo é enxergar a si. Ajustar os próprios defeitos, se consertar, se fazer melhor para o mundo, e principalmente para você mesmo.

Como eu sempre digo, antes de julgar, apontar e falar mal, se coloque no lugar do outro, se isso não der certo, veja o caminho que ele percorreu, porque a vida pode ser um mar de rosas, mas nem por isso os espinhos deixaram de existir.

Jeessy B.

01 dezembro 2016

Embriagada de verdades.


Já me esbaldei do amargo que a vida me ofereceu.
Mesmo não vivendo um conto de fadas, sei que não posso me queixar.

Os ventos não têm sido ruins,  ruim tem sido tudo o que eu tenho lido e ouvido sobre mim.
Isso me mata por dentro,  nunca fui de ligar para os que os outros pensam ou falam sobre,  mas à algumas semanas percebi que a maioria das pessoas que me abraçam,  são na verdade contra mim.
E sinceramente,  eu não me acho uma pessoa ruim,  eu só não sou como a maioria que se escondem atrás de máscaras para se fazer de algo que não são. 

A minha  v e r d a d e  nos olhos fere as pessoas,  isso é um absurdo em um mundo onde gritam por verdade, eu sou condenada por não ser falsa. Por não me deixar manipular, nem ser como todos.
O pior não é saber que a maioria das pessoas que me rodeiam têm pedras nas mãos, prontas para atirar em minha direção, e sim o que eu sinto, é solidão.
Quando penso que posso chamar alguém de "amiga" , contar meus segredos, falar o que se passa aqui dentro, a vida me mostra que a única pessoa que eu posso denominar assim sou eu,  e quem olha por mim.

É triste,  olho para todos os lados,  e mesmo em meio a multidão,  eu ainda estou só.  
O problema sou eu? 
Ou quem não sabe o que é viver sendo de verdade? 

A intensidade,  as vezes pode sim ter me atrapalhado,  já tomei muitas decisões por impulso,  já julguei,  já xinguei,  e maltratei pessoas que mereciam, e outras, que não.  
Mas nunca,  nunca na minha vida,  eu deixei de assumir meus erros,  seja ele qual for.
Não sou covarde,  e não me escondo dos fatos,  e por dar a cara a tapa,  por ser pura intensidade,  por ser eu, me sinto triste.  Não por mim, mas por ver tanta gente me apedrejar as escondidas, por não ter coragem para enfrentar a si mesmo.
Mas vai passar,  sempre passa.
Vez ou outra a vida me prega essas peças. 
Me ensina a confiar desconfiando.

Livrei-me dos pesos que eu não suportava mais carregar, como eu já sabia que iria acontecer. A verdade doeu, cortou, me esfolou, mas foi melhor que qualquer doce mentira que já tinha sido contada aos meus ouvidos. Hoje, ando mais leve, mais calma, serena, centrada, poderia citar muitas coisas, mas nada, nadinha, poderia expressar com exatidão o que eu sinto e o que eu vivo.

Acreditei tanto em más palavras jogadas ao vento que nem percebi que esse mesmo vento as levava para longe de mim.

Depois de tanto ralar os joelhos e o coração, me deixei ser guiada por ele, e hoje esse tal vento do qual eu tanto falo e que me leva para onde devo ir, se tornou minha pernas, minha intuição, meus olhos e meu fiel guia. E mesmo com os joelhos ralados e o coração dilacerado, agradeço diariamente por ter tido força o suficiente para não me vender por meia dúzia de palavras bonitas. 

Em silêncio eu segui, enfim, aprendi o que é viver, caí, me machuquei, me cortei, me ralei, mesmo assim, eu não me permiti desistir, não por mim, mas muitas vezes pelos outros, porque, ao meu redor, muitos desejavam ver a minha queda e eu não poderia deixar essa má plateia me aplaudir. Porque, para ser feliz, é necessário ignorar certas pessoas, certos comentários, certos acontecimentos e, digo mais, para ser feliz, temos de aprender a ignorar certos passados.

Se uns me desejam mal,  eu só tenho bem aqui,  os bolsos estão fartos disso,  pois quem emana coisas boas para o universo,  recebe isso de volta aos montes. 

E como eu sempre digo,  que venham mais doses de verdades,  porque de mentiras eu já me embriaguei a vida inteira.

Jeessy B.