27 janeiro 2017

Transparente.



Sempre fui transparente demais para fingir, mesmo pensando que tenho um bom lado atriz,  não pelo fingimento,  mas por saber se adaptar a situação,  saber se colocar no lugar do outro, saber ceder, me adaptar ao modo que a vida me molda.
Nunca vou deixar que os maus olhos consigam me mudar, a não ser que seja  por um maior chamado eu.

Tenho nos olhos a bondade que encanta,  aproxima e afasta muitos.
No coração a lealdade,  a compaixão que falta nesse mundo.
Quero acordar diariamente e me re(conhecer) no espelho, pelo que fui, pelo que sou, pelo que quero e pelo que ainda serei.
Peço,  mas agradeço mais que tudo, na vida,  a gratidão é divina,  e para poucos,  pois poucos não tentam cuspir no prato que um dia lhe alimentou.

Quero ser a diferença,  pelo simples fato de não me comparar, não me rebaixar,  não me humilhar,  um dia,  a cobra a quem eu estendi a mão me picou,  desde então, aprendi a me diferenciar,  viver em comunidade sem me misturar.
Números, elogios,  nada me sobe a cabeça,  porque nas portas da minha vida,  não tem nenhuma placa de vende-se.
Nada vai tirar de mim, a humildade que eu nasci.

Jeessy B.

22 janeiro 2017

Meu preconceito.

Sou preconceituosa sim, daquele tipo de preconceito que sente nojo, que dá ânsia, daquele tipo de preconceito que quer distância, que prefere pensar que isso na verdade não existe.

O que me diferencia dos outros preconceituosos por ai, é que para mim tanto faz a cor da tua pele, dos olhos, do cabelo, ou sua religião.
Para mim tanto faz se você é rico ou pobre.
Se é bonito ou feio.
Eu estou pouco me lixando para sua sexualidade, ou pelo que faz com teu corpo.

O meu preconceito e com a sociedade fútil que vivemos hoje, que prefere tapar os olhos para a criança que dorme e passa fome na rua, e beber a sua Chandon, ostentando muitas vezes o que não se tem.

O meu preconceito e com a maldade que as pessoas carregam dentro de si, matando, maltratando, zombando do pouco que muitas vezes e o tudo que o outro tem.
O meu preconceito é contra tudo que possa fazer mal a alguém um dia, temo pelo amanhã, não por meus atos somente, porque um dia terei que prestar contas por tudo o que fiz, e deixei de fazer.

Eu temo é pelos outros, temo pelos atos impensados, temo pelos inocentes, e por aqueles que realmente sentem.

Preconceito bom, e aquele que não prejudica ninguém, se te corrói, guarde para si. Sim, vivemos em um país livre, para ir, e vir, mas já caiu de moda esse papo de "é bom com o dos outros mas não dentro da minha casa."

Somos livres, feio não é ser negro, gay, diferente, ou "macumbeiro", feio, é ter o coração mesquinho e pensar tudo isso mesmo estando no século da evolução, não deseje ao outro aquilo que você também não quer para si. 
Deseje o bem, assim ele vai, mas um dia, volta pra ti.
Seja paz.

Jeessy B.

21 janeiro 2017

É, eu cresci.

Carapuças não servem, indiretas não me cegam, palavras ruins não me atingem, mais.
Estou tão cheia de coisas boas, pensamentos, desejos, amores, cores, fé, reciprocidade, que o pouco não tem espaço na minha bagagem, não levo, não desejo, não quero que assole minha menor inimizade. É, menor, porque de maior, eu só tenho amor.

É, digamos que eu cresci, aos poucos, me sinto gigante dentro de um metro e pouquinho de gente, mas gente que aprendeu a não se importar com o que dizem, desejam, e rezam pra acontecer.

Eu já sabia que cada um é aquilo que emana para o universo, mas ainda pensava as vezes,  que coisas ruins, só atingiam a mim mesma, e mesmo gritando o bem, isso não era reconhecido ou enxergado pelos outros. 

Até que um dia, eu acordei diferente, pensando em mim, no meu eu em primeiro lugar, sem o peso de agradar os outros, eu sempre me doei demais, e recebi em troca de menos, isso quando não recebi agouro como moeda de troca.

Mas eu venci esse medo, me benzo todas as manhãs, levo como mantra fé nos passos,  amor no coração. Hoje, me ame, ou me odeie, sou o que sou, nua, crua, mulher,  acima de tudo e de todos, a verdade que eu não digo, meus olhos transbordam. 
Jeessy B.

04 janeiro 2017

A escolha não é mais tua.

Por mais que os anos passem, meu corpo ainda de arrepia com o seu toque,  como se fosse a primeira vez.
Parece ensaiado o nosso jeito de amar.
Meu coração embora já tenha gostado de uns e outros por aí,  sei que existe uma pontinha de sentimentos por você perdida aqui.
Ainda te sinto me olhando de longe,  ainda finjo que não vejo.
Meu bem,  muitos podem passar.
Vários me tocar.
Mas é as tuas mãos que eu quero sentir me envolver,  lógico,  eu não darei o braço a torcer.

Muito aconteceu,  machucou,  doeu.
Quem você escolheu, não te trata como eu,  não te tem, não prende sua atenção,  é vazia, vaga, fútil.
E eu não deixarei de viver, não por você.
O pé na bunda doeu,  mas cicatrizou,  me ensinou a ter vergonha na cara, me valorizar.

Se quer,  corra atrás.
Tente recuperar o tempo perdido.
Quem sabe eu não faço de conta que esqueci,  nem que seja por uma última noite. Só pra te fazer entender que sou mulher de verdade,  que não é escolhida,  escolhe a dedo cada par.
Só não crie expectativas, não se apegue,  afinal,  nunca se sabe com que humor vou acordar.
Hoje posso querer, e de madrugada ir embora de mansinho que é pra você não me ver.

Mas não se esqueça querido,  onde você estiver,  meu cheiro vai buscar você,  só pelo prazer de te enlouquecer.
A escolha não esta mais nas tuas mãos, eu não te pertenço mais, dos pés, a cabeça, sou minha, e sendo minha, escolho diariamente não pertencer a mais ninguém, que não eu.

Jeessy B.

03 janeiro 2017

Quero ser par.


Ah Zé , Hoje e uma noite daquelas em que a cama de solteiro, fica com o espaço de uma king size, a minha saudade chora sem aquele peito pra re-pousar, minhas mãos não tem outras mãos para se cruzar, olhares, pernas, corpos, hoje, essa noite, nada se cruza nessa casa.

Pequenas distâncias Zé,  pequenas que se tornam gigantes quando a vida brinca de nos separar quando o que mais queremos é ficar.
Seja na casa, na cama, ou na vida, só ficar, tendo a certeza de que o dia vai amanhecer em par.

Um pouco antes de anoitecer, fui ao mercado comprar alguma besteira para o café da tarde, e beliscar antes de dormir, me vi entre aquelas prateleiras sozinha,  sem um motivo para comprar dois pães, ou algumas cervejas a mais pra fechar a noite com mais motivos para sorrir.
Comprei tudo pra uma pessoa só,  pode parecer besteira, ou até sinônimo de felicidade pra algumas pessoas, mas não era pra mim. Até a moça do caixa me olhou diferente. Ela se acostumou à nos ver ali, escolhendo uma marca diferente de cerveja para experimentar, salame italiano para acompanhar, risadas, mãos dadas, amor.

Não acabou Zé, estamos bem, até melhor que antes, distância também une sabia?
Mas eu precisava gritar, que mesmo em meio as imperfeições do dias, ao caos que as vezes afasta, e as muralhas, existe muito amor.
Amor que cuida, daqueles que deixa o último pedaço de pizza, ou o último gole d'água  como fez pela manhã, que cuida das feridas, que é alicerse, escada, ponte, tudo o que serve pra somar, elevar, unir.

Ouvi dizer Zé, que existem mulheres que de tão poderosas, engrandecem seus homens, no primeiro momento senti como uma afronta, mas hoje, anos depois, entendi,  não era de coisas materiais que ele estava dizendo, e sim da vida, dos bolsos  cheios de coisas boas para doar ao outro.

Eu que sempre gostei da casa vazia, do barulho que fazia o meu eco, me vejo aqui, olhando o relógio, vendo as horas passar, constatando que hoje, não vou ouvir o barulho das nossas risadas misturadas, não vai ter ele pra pedir a toalha enquanto toma banho, não vai ter nós, hoje eu volto a ser impar Zé, sonhando com o dia que voltararei a ser par.

Cartas para o Zé. - Jeessy B.

Quero me perder.

"Sabe Zé,  sou um tipo atípico de mulher. 
Não sonho com um conto de fadas, casamento a moda antiga, com véu,  grinalda, lua de mel romântica,  rotina, crianças correndo pela casa. 
Acho que já vivi isso em alguma vida passada. 
Quero viajar,  me arrepiar com cheiros e sensações desconhecidas,  me jogar no escuro e me surpreender. 

Conhecer novas pessoas,  amar o que a vida possa me trazer.  
Sentir sabores que nunca vou me esquecer.
Eu só não quero ser mais uma Zé. 
Mais uma que guarda seus sonhos e vontades na sola do pé,  pra se adequar com o que a sociedade tenta obrigar a gente a fazer.

Cansa Zé,  essa vida morna,  sem sal,  sem açúcar,  parada como um carro quebrado em uma rodovia olhando o tempo passar.
Quero me perder, pra quem sabe um dia me encontrar,  um dia voltar,  ou não. 
Quem sabe a gente não se esbarra em uma esquina por aí Zé,  dessas que a vida,  a sorte,  ou o acaso nos faz passar, mesmo quando a razão,  ou a emoção tenta nos desviar."

Jeessy B.

02 janeiro 2017

Emanando positividade.

Para os próximos dias, menos sonhos e mais realizações. 
Menos promessas e mais atitudes. 
Menos reclamações e mais agradecimentos. 
Menos julgamento e mais entendimento.
Menos fome e mais fartura. 
Menos doenças e mais a cura. 
Menos violência e mais paz.
Menos maldade e mais caridade.
Menos gente de mimimi,  e mais,  muito mais Hahaha. 
Menos espinhos e mais rosas pelo caminho. 
Mais força. 
Mais foco. 
Mais fé. 
Mais amor.
Mais prosperidade. 
E por último e não menos importante, mais caráter e vergonha na cara.
Que neste ano as pessoas aprendam a não fazer com os outros,  aquilo que não desejam para si mesmas.

Jeessy B.