04 janeiro 2017

A escolha não é mais tua.

Por mais que os anos passem, meu corpo ainda de arrepia com o seu toque,  como se fosse a primeira vez.
Parece ensaiado o nosso jeito de amar.
Meu coração embora já tenha gostado de uns e outros por aí,  sei que existe uma pontinha de sentimentos por você perdida aqui.
Ainda te sinto me olhando de longe,  ainda finjo que não vejo.
Meu bem,  muitos podem passar.
Vários me tocar.
Mas é as tuas mãos que eu quero sentir me envolver,  lógico,  eu não darei o braço a torcer.

Muito aconteceu,  machucou,  doeu.
Quem você escolheu, não te trata como eu,  não te tem, não prende sua atenção,  é vazia, vaga, fútil.
E eu não deixarei de viver, não por você.
O pé na bunda doeu,  mas cicatrizou,  me ensinou a ter vergonha na cara, me valorizar.

Se quer,  corra atrás.
Tente recuperar o tempo perdido.
Quem sabe eu não faço de conta que esqueci,  nem que seja por uma última noite. Só pra te fazer entender que sou mulher de verdade,  que não é escolhida,  escolhe a dedo cada par.
Só não crie expectativas, não se apegue,  afinal,  nunca se sabe com que humor vou acordar.
Hoje posso querer, e de madrugada ir embora de mansinho que é pra você não me ver.

Mas não se esqueça querido,  onde você estiver,  meu cheiro vai buscar você,  só pelo prazer de te enlouquecer.
A escolha não esta mais nas tuas mãos, eu não te pertenço mais, dos pés, a cabeça, sou minha, e sendo minha, escolho diariamente não pertencer a mais ninguém, que não eu.

Jeessy B.