04 junho 2017

Sobre sentir.

Escrevo o que sinto, escrevo pois sinto.
Tudo depende do meu humor,  do meu dia, do que eu vivo,  vivi, um dia quero viver, ou apenas daquilo que quero distância.
Escrevo pra mim, pra me aliviar,  pra extravasar, pra sorrir,  ou chorar através das palavras.

Engana-se completamente aquele que acha, ou um dia achou que era o motivo das minhas palavras,  aliás, na verdade tem sim uns e outros que são donos de muitas das minhas linhas e também do meu bem querer.
Mas isso não é no geral.
Se eu não sou pra qualquer um, minhas palavras são menos ainda,  até porque não é todo mundo que merece meu tempo, minha presença,  ou sequer uma letra minha digitada com o intuito de lhe tocar ou de lhe atingir.

Sou intensa demais,  as coisas são a flor da pele demais,  eu sinto demais,  acho que até em excesso,  e como tudo que é demais estraga, enjoa,  isso não é diferente com o meu sentir, me transborda demais, mas paciência.
Quem não gostar, felizmente vai ter que me engolir assim, do jeitinho que nasci.
Os que se incomodam com a minha presença mesmo que indiretamente,  só tenho a lamentar,  aliás pra dizer bem a verdade, não lamento não, só sei que vão ter que me aguentar muito ainda.

Eu gosto disso, de causar o desconforto alheio, não posso negar,  quando vejo os olhares tortos,  os cochichos,  e as sobrancelhas erguidas (Não mais que as minhas é claro), eu gosto,  gosto porque esses sintomas são de inveja,  e mesmo sendo um sentimento mesquinho, ninguém sente isso por alguém que no fundo não admira de certo modo.
E embora eu cause isso ao redor, eu só almejo a paz de dias tranquilos, numa varanda seja na praia ou no campo, ouvindo música,  sentindo a brisa dos meus ventos balançarem meus cabelos,  enquanto eu aprecio um bom vinho, com a presença do meu querido, enquanto finalizo ou início mais um livro.


 Autora: Jeessy B.